11 de fevereiro de 2017

Leituras de Verbetes 1 - Coluna Insolência Quinzenal


Um dos meus costumes é ler do dicionário duas páginas enquanto cago. Por cada vez duas. Salutar é pois tomo conhecimento quando largo miséria.

Talvez alguém, ou boa parte do povo que me lê, pense que tediosa se faz tal leitura... Pelo contrário: cada palavra dicionarizada deslinda surpresas.

Um dos momentos que cá por hoje destaco vem a ser o susto que tomei com a definição da palavra "qualquer" no Dicionário Cultural da Língua Portuguesa: coordenação geral por um tal de Faissal El-Khatib.

Vamos a definição?

"QUALQUER, pron. indep. Qualquer pessoa entende isso".

Mas que desaforo! Depois de ter tomado tal reação segui com minhas risadas diante da definição ímpar e, portanto, surpreendente. Quem espera por tanto?

Fui tirar até por instantes atrás, um pouco parando de digitar este texto, minha dúvida se conseguia definição menos esdrúxula. Certamente sei que conseguiria mas... É melhor conferir.

Estava tudo bem com Aurélio. Tranquilidade! Não levei desaforo dele que nem de Faissal.

Lembrei-me dum livro por mim lido já faz bastante tempo de críticas às grandes obras literárias mundiais. Um dos artigos tratava da maior enciclopédia do mundo no quesito fama.

Sim: a francesa do suposto século das luzes europeu.

Destacava tal artigo que muitas definições entremeadas nela por vezes são esdrúxulas. Mas... Será que com o tempo vão deixando de ser tão?

Meu dicionário de sanitário vem a ser da década de setenta no século passado. Já meu dicionário senhor Aurélio? Dos anos dois mil.

Bem... Apesar de Faissal ser deselegante também é divertido.

Sim! As minhas entrelinhas dizem ser tão chato nosso tempo... Talvez o politicamente correto quem sabe? Talvez. 



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