Mestre da literatura de aventura, o francês Júlio Verne é reconhecido mundialmente por seus clássicos de tramas mirabolantes com ares científicos. Viagem ao Centro da Terra é justamente um genuíno exemplar deste gênero e uma ótima opção de leitura recreativa.
Na história o excêntrico professor Lidenbrock encontra anotações de um estudioso que teria viajado ao centro da terra e a partir disso fica obstinado em fazer a mesma proeza na companhia do seu jovem sobrinho Axel (o ponderado narrador da obra).
O caminho para o centro da terra encontra-se na Islândia e lá os dois contratam o terceiro membro do grupo: o nativo Hans que, além de guia, irá se revelar o grande herói dessa jornada.
Verne mais uma vez abusa do seu estilo de escrita simples, dando maior destaque à aventura curiosa. Entretanto é vital não entender tal simplicidade como falha pois o livro consegue ser muito bem desenvolvido dentro de sua proposta que, acima de tudo, visa entreter o leitor de forma inteligente.
A competência do autor é tão grande que as páginas passam com extrema rapidez sem precisar de ferramentas contestáveis como ganchos forçados e melodramas fora de propósito. Uma ótima recomendação para leitores novatos que não perde a graça também para os mais experientes.
Desta forma, o maior e talvez único considerável incômodo em Viagem ao Centro da Terra acabe surgindo da pouca verossimilhança. Encontrar animais gigantescos, plantas e todo um ecossistema complexo no interior do nosso planeta é absurdo, sobretudo para nós que vivemos no Século XXI.
Porém, tal "problema" pode ser solucionado se o leitor conseguir encarar a obra como literatura fantástica. Feito isso, poucas coisas prejudicarão a leitura que certamente agradará como uma competente narrativa empolgante e despretensiosa.



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