Literatura popular de qualidade não é algo tão comum hoje em dia, sobretudo considerando que boa parte dos futuros best-sellers são feitos para agradar, prioritariamente, um público que não tem o hábito de ler. Surge assim o desafio de cativar novos leitores evitando "a síndrome novela": ser popular sem se tornar pueril e superficial.
John Green aparentemente consegue contornar esta "dificuldade" com um estilo muito simples de escrita que não trata o consumidor como idiota.
No trecho inicial de Cidades de Papel (leia também clicando aqui) o autor narra de forma divertida e competente o cotidiano do protagonista com seus amigos e contemplando sua amada. Nada demais, mas é interessante.
Diariamente entramos em contato com diversas produções artísticas que pretendem retratar a vida normal, porém a maioria delas são constituídas de clichês e artificialidades superficiais. Cidades de Papel tem o mesmo objetivo, entretanto se destaca em seu início justamente por não seguir tais modelos.
Assim, o livro impressiona simplesmente por ter qualidade e identidade própria; duas características raras em boa parte dos best-sellers juvenis atuais.
Recomendo Para Quem:
- Gosta de romances juvenis
- Quer um livro simples e bem-humorado
- Não tem o hábito de leitura mas gosta de histórias românticas
Editora: Intrínseca
Páginas: 368

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Comente e Dê sua Opinião Sobre O Tema.
Lembrando que qualquer opinião com boa educação é muito bem-vinda, mas ofensas são excluídas.
(obrigado pela visita, volte quando puder)