Dan Brown é um escritor de fórmulas, aliás de uma só fórmula para ser mais exato. Portanto quem leu um livro que seja do autor, trazendo Robert Langdon como protagonista, saberá de antemão o que pode ser encontrado nos demais. As diferenças costumam ser o país onde a obra se passa, a companheira do simbologista na aventura e o mistério de inacreditáveis proporções que será desvelado.
O trecho inicial de Inferno (leia também clicando aqui) demonstra que que Brown leva em consideração aquela velha máxima futebolística: "em time que está ganhando não se mexe". A narrativa sugere rapidamente que o foco será mais uma conspiração escondida em obra de autor clássico; o escolhido da vez foi o nosso querido Dante Alighieri.
Em poucas páginas entendemos que o escritor estadunidense dará uma nova e tresloucada interpretação para o livro A Divina Comédia e, aparentemente, o Inferno lá apresentado não será mais o refúgio do tinhoso e dos pecadores em eterna punição.
No mais, as páginas são quase um bingo que você pode preencher com vários componentes da fórmula "Dan Brown" de escrever histórias, incluindo até o seu obrigatório gancho de final de capítulo. Quem achou as aventuras anteriores de Robert Langdon divertidas, apesar do estilo raso e limitadamente descritivo, deve gostar dessa também.
Recomendo para quem:
-Quer apenas uma literatura de entretenimento
-Gosta de mistérios mirabolantes em quase qualquer contexto
-Gosta de novelas mas acha que elas poderiam apresentar tramas com temáticas mais intrigantes
-Já gostou de outro livro com o personagem Robert Langdon e não se incomoda com grandes similaridades de narrativa.

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